Por Caroline Colucci, especialista em Inteligência Emocional
Colunista da Revista Diversa
Você já desejou muito alguma coisa e, quando a oportunidade apareceu, encontrou uma forma de não seguir em frente?
Adiou um projeto importante, permaneceu em um relacionamento que já não fazia sentido ou desistiu de algo que desejava profundamente?
Muitas vezes, chamamos isso de falta de disciplina, preguiça ou desorganização. Mas, em diversos casos, estamos diante de algo mais profundo: a autossabotagem.
A autossabotagem acontece quando nossos medos, crenças e experiências passadas começam a influenciar nossas escolhas sem que percebamos.
É como se uma parte de nós desejasse crescer, enquanto outra permanecesse tentando nos proteger do risco, da rejeição ou do fracasso.
A neurociência mostra que o cérebro tende a buscar segurança e previsibilidade. Por isso, mesmo situações que nos fazem sofrer podem parecer mais confortáveis do que mudanças que exigem coragem.
É comum encontrarmos pensamentos como: “Não sou capaz.”, “Não estou pronta(o).”, “E se der errado?”, “E se eu não conseguir sustentar o sucesso?”.
Essas vozes internas nem sempre refletem a realidade. Muitas vezes, são ecos de experiências antigas, críticas recebidas ao longo da vida ou crenças construídas em momentos de vulnerabilidade.
O autoconhecimento nos ajuda justamente a identificar esses padrões. Quando começamos a observar nossos pensamentos com mais consciência, percebemos que não somos obrigados a acreditar em tudo o que nossa mente diz.
Crescer exige movimento. E movimento quase sempre gera desconforto. Talvez a pergunta não seja se você sente medo.
Talvez a pergunta seja: quantas oportunidades sua vida ainda perderá enquanto você continuar acreditando que não merece ocupá-las?
A transformação começa quando deixamos de lutar contra nós mesmos e passamos a caminhar a nosso favor.
As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade da autora e não refletem, necessariamente, o posicionamento editorial da Revista Diversa.